Amanhecer de luz/

Verte a luz/

No caminho da redenção.

Abra os olhos verdadeiros

Na caridade que encanta/.

Prossiga no leme/

Das horas

Crente nos sinais

da aurora.

O sino tange/

no canto primeiro.

As portas abertas/

Coração em festa

Distribuindo versos vivos/

Nos vãos dessa estrada/

Escola vida!



Escrito por Weder Soares às 06h38
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A voz do silêncio

A noite entregava-se a doce bruma da madrugada. O cheiro da relva molhada encantava as paredes azuladas do pequeno quarto. A luz miúda criava sombras gigantescas, traduzindo a inquietude de meus dias anteriores. Das formas, um fio de esperança banhava meu animo. E completamente absorto nesse desejo... O telefone toca. Quem poderia ser? A pergunta navegava meu intimo, bisbilhotando minhas intuições. Resolvi, esperar outro toque, querendo dominar toda aquela ansiedade que debatia em meu ser, o segundo toque foi curto como se no meio do caminho a pedra se tornasse uma montanha, e seu interlocutor resolvesse voltar a traz. Eu era tomado pelo desespero, arrependimento, os segundos embrulhavam os minutos, os ponteiros em marcha fúnebre encostavam-se nas horas, e o nada invadia minha espera. Olhava com atenção o aparelho robusto acomodado na estante. Eu de joelhos, pedia-lhe aos berros que tocasse. Um só toque, discreto, ligeiro, com gosto de comodidade. Em vão! Minhas orações a essas alturas de nada valiam. As perguntas, faziam de minha cabeça um mexido a mexicana. Atende-lo no primeiro toque, Teria sido decisivo! Não estaria eu aqui nessa desilusão enfadonha, construindo muros de ilusões e faltas. Falta um pedaço do verso, ouvido com um estonteante alo. É frustrante essa medonha espera, mescla de um azedo sem igual. Quero as horas passadas, quero novamente o perfume da bruma, esquecer que houve um toque e desfazer as malas de minha torpe ignorância. A essas horas a remissão dos pecados, se perdera com tantas outras tentativas gastas, presas a inúmeros fracassos e desilusões. Eu e a espera! Eu e o mundo/ movendo/ movido, procurando abrigo, aos sons de uma estação que não traz o calendário. Toque, telefone! Abra de versos meu espaço em quadrado, deixe as janelas do meu interior, no alvorecer primeiro. Quero cobrir as faltas, redimir a zelo o pouco que deixei perder-se. Retoque com seu toque as falhas em pranto. Dá-me a chance de ouvir em melodias esse seu canto benfazejo. Toque! Toque agora! Na luz dessa aurora renovadora, Serei seu ouvinte poeta. Prometo usar uma voz melodiosa naquele instante inicial, e se fizeres silêncio, acatarei sua vontade, serei atento aos seus soluços e pôr nada deixarei você sozinho novamente. Toque! O dia já acordou e o sol em breve interrogatório, pergunta-me o porque?// De tantas lágrimas.

Weder Soares

13/01/2005



Escrito por Weder Soares às 09h08
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