Figura (Ao meu pai José Soares)

Permaneceu ali
rascunho vivo, ilhado
sentimento abraçado ao lápis
até o final da última página.

(Está no livro RETALHOS pág 91)

Escrito por Weder Soares às 16h36
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(À) vontade

É assim
depois do verso
contra as horas amargas,
a capa em ouro me sorri
enfeitada de letras redondinhas.

(Está no livro RETALHOS pág 23)

Escrito por Weder Soares às 16h34
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Sepultei Deus no porta-luvas.
No terceiro dia entendi,
que ele havia ressuscitado/
em poemas.

Weder Soares

(Está em seu livro Retalhos)

Escrito por Weder Soares às 16h31
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Eu(poeta)

Nuances revelados,
acomodadas estrelas
sons esquecidos nos vãos da pauta.
Nesse mar desconheco a porta.

Escrito por Weder Soares às 16h29
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Fios

Sinais de(dos)
respingos ensolarados
dentro do casulo.
Fios escorrendo.
Quem diria? É poesia!

(Do livro Retalhos pág 61)

Escrito por Weder Soares às 16h24
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O poema/

abriu a pauta/

olhou a rua

bateu as asas/

e partiu/

de encontro aos olhos...

Da alma. 





Escrito por Weder Soares às 07h05
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Instantes

Quero o corpo/

da pauta.

A ponta do lápis/

Grafitando na orbita

do desejo/

Letras abertas (a)feto

fecundando (as)linhas/

Eternidade.



Escrito por Weder Soares às 07h01
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Contemplo seus versos/

nas capas desses dias.



Escrito por Weder Soares às 07h35
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Premiação no Concurso Arte e Criatividade do Sesi/Banco do Brasil e Fieg (Categoria Obras tridimencionais) Menção Honrosa para a escultura DEUS NEGRO.



Escrito por Weder Soares às 14h31
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Cenário Urbano II (Mini conto)

 

Junho 23, ano 2002. Era domingo, dia de visita, banho demorado, algumas gotas de colônia, hálito refrescante, coração apertado. Certamente ela viria ao seu encontro. A saudade remoendo, o desejo arranhava suas entranhas, ele já podia sentir o gosto molhado daquela boca. Conseguia escutar seu cheiro, arrepiava-se de pensar que poderia ficar à sós com ela. Noêmia! Suspirava alto. O tempo arrastando as horas, a dor invadindo seu peito, nesgas, revoltas. Onde você anda mulher? O domingo se foi, a noite chegou, outra semana; domingos inteiros, nenhuma noticia, mais um ano, o desespero, a barba cerrada, os cabelos compridos, sem volta, sem pressa, nenhuma carta. Noêmia, mulher desnaturada!

Agosto 17, ano 2004. Era domingo, dia de visita... Na cela 45, pendurado no teto, Dionísio agora repousa. Na parede semi-analfabeta, um recado Noêmia eu te amo!.



Escrito por Weder Soares às 14h18
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Cenário Urbano I (Mini conto)

A voz ainda trêmula, não conseguia acompanhar as batidas descompassadas do velho coração; era muita emoção para um só dia.

Raimundo arregalara os olhos sem entender o que acontecia. Seus ouvidos ainda zuniam com o estampido das balas; aos seus pés, sobre uma poça de sangue, um rapaz esguio, chinelo de couro carcomido; pelo semblante contava uns dezesseis anos. Em uma das mãos trazia uma bolsa, na outra uma medalhinha de Nossa Senhora das Graças, apertada entre os dedos.

De arma em punho, olhar furtivo, vestindo já uma farda de luto... Agora algoz de seu próprio destino, aproxima-se do corpo inerte, e queda-se estupefato, perdido, dispara outro tiro: agora em seu ouvido!

  



Escrito por Weder Soares às 14h08
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E assim

Linhas/

traços divinos

nas bordas desses versos. 



Escrito por Weder Soares às 09h53
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